Virgem aos 25

Sempre fui pressionado a dar o que eu não queria. Desde muito novo, com os assédios sofridos e com tentativas de estupros mal sucedidas na minha primeira infância.

Ai de quem se aproximar de mim sem minha permissão.

É bem clichê romantizar a frase "meu corpo, minhas regras", mas, em mim só coloca a mão que eu deixar "mexxxxxxxxxxxxmo".

Nunca encontrei uma pessoa que de fato merecesse o meu "eu por completo". A única pessoa que um dia estive disposto a me entregar por completo, pisou na bola na primeira oportunidade e sofri. Sofri e coloquei em pensamento que todos seriam assim..... babacas!

Se pregava para as minhas amigas que homem só queria uma transa e nada mais. Imagina para nós afeminadas.... iguaizinhos. Sem contar que nenhum é bem preparado para nos tratar como merecemos.

O tesão fala mais alto. O prazer passa. O desejo acaba. A mágoa entra. E a dor fica.

A dor de saber que foi um momento. A dor de saber que pode ser bom e nem se quer teremos um replay.

Não espero a pessoa certa, e, sim o momento certo. O medo de não ter um "vale a pena ver de novo" é tão grande que sofro. Sofro por pensar que todos serão iguais e que não existirá um que preste.

A real é que hoje em dia ninguém está preparado para "se entregar por completo".

"OI FAKE!". Mais que a "razão da minha líbido", procuro um cara que não me queira só levar para cama. Espero por um que me leve também para as compras no supermercado ou até mesmo que tope as minhas aventuras, daquelas de um dia estar no Brasil e no final dele na França.

Bonjour. Engana-se quem pensa que ser "virgem aos 25", é a mesma coisa de não ter vivido nada. Ao contrário, talvez tenha vivido muito mais que você que se aventurou por noites entrelaçados em lençóis ou numa banheira de espuma. 

Eu, Mario Brito, espero fielmente que esse dia chegue, e, que seja o melhor. Mas, que seja com vontade e desejo de alma. 


Imagem/Reprodução/Mario Brito/Arquivo Pessoal 

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